quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Lista de Schindler



Oskar Schindler, um antigo militar polonês, bem relacionado com a SS, que progride rapidamente nos negócios ao se apropriar de uma fábrica de panelas, após o decreto que proibia aos judeus serem proprietários de negócios.
Schindler se valeu de sua fortuna crescente para "comprar" membros da Gestapo e dos altos escalões nazistas com bebida, mulheres e produtos do mercado negro. Seu afiado senso de oportunidade o levou a contratar um contador judeu – mais barato do que um profissional polonês.
Ele é Itzhak Stern, a mente por trás do que seria o começo de tudo: com o argumento de que os trabalhadores judeus representavam uma lucratividade maior para o negócio, ele convenceu Schindler a fazer destes 100% da força de trabalho empregada em sua fábrica. Com o tempo, famílias judias passaram a trocar suas reservas financeiras por postos de trabalho (que os mantinha longe dos campos de concentração), permitindo que os negócios crescessem ainda mais.
A guerra avançou e Hitler lançou a campanha de "Solução Final", que acabaria definitivamente com os guetos, transferindo toda a população judia para os campos de concentração. Amon Goeth foi o comandante de um desses campos e um dos amigos mais próximos que Schindler teve entre os oficiais da Gestapo. Quando os trabalhadores de sua fábrica começaram a ser transportados para o campo de Plaszóvia, Schindler convenceu Goeth a colocá-los num ambiente separado dos outros, um lugar onde ficassem mais protegidos.
Numa determinada noite, passeando perto de um dos parques de Cracóvia, Schindler assistiu à invasão do gueto da cidade. Dias mais tarde, ele acompanhou uma ida de Goeth ao campo de concentração e assistiu às instruções que este recebeu para cremar os cadáveres dos mortos no massacre do gueto.
Schindler e o contador passaram a noite a digitar os nomes das famílias que seriam transportadas para a Tchecoslováquia ao invés de irem para Auschwitz. Para cada um dos 1.100 nomes que comporiam a lista, Schindler viria a pagar um boa soma de dinheiro a Goeth, que tomaria as medidas necessárias para o que o desvio de rota fosse bem sucedido.
Schindler fundou a fábrica de utensílios de cozinha Emalia para enriquecer com a guerra. Nela empregou entre 1939 e 1944 muitas centenas de judeus. Eram a sua força de trabalho, empregados especializados, mesmo que não o fossem, não deixavam de ser escravos. Pensou, durante algum tempo, que bastava aos seus judeus e aos outros manterem-se saudáveis para chegarem ao fim da guerra vivos. Percebeu que não, depois percebeu que iam morrer todos e usou o que ganhara com eles para salvar alguns. Mais de mil. Schindler escreveu os seus nomes numa lista e deu-lhes vida.

Roma



A série se passa em 52 a.C., quando o general romano Júlio César derrota seu inimigo Vercingétorix na batalha de Alésia. Seu êxito desequilibra a batalha pelo poder contra o cônsul de Roma, Pompeu, que representa a luta entre o povo, que apoia César, e os patrícios, que apoiam Pompeu. A série trata dessa luta de poderes, na qual César, triunfante tenta transformar a República Romana em um Império. Este objetivo, entretanto, somente será conseguido por seu sobrinho-neto, Otávio Augusto, no ano de 27 a.C.
Para ambientar esta troca histórica, a série se baseia não só naqueles poderosos que promoveram a troca, mas também nas vidas dos legionários, Lúcio Voreno e Tito Pulo, personagens que aparecem no livro V dos Comentários sobre a Guerras Gálica, mas a versão da série não corresponde com a realidade, pois tinham sido centuriões da XI legião[1].
Roma é uma co-produção da rede de televisão paga estadunidense HBO, da britânica BBC e da italiana RAI, rodada nas proximidades da atual cidade e nos antigos estúdios de Cinecittà, em uma superfície de mais de 20.000 metros quadrados, com a participação de 350 pessoas. Por isso é a série mais cara da história da televisão, com um gasto de cem milhões de dólares[2].

Spartacus




Spartacus: Blood and Sand é um seriado da Starz (produtora de Party Down) estreado em Janeiro de 2010, no Brasil é exibida pelo canal Globosat HD. A série é focada em Spartacus, o famoso escravo que se tornou gladiador e liderou a mais célebre revolução da Roma Antiga. Sua história já foi narrada em diversos livros, telefilmes, games e foi imortalizada pelo cineasta Stanley Kubrick em seu filme estrelado por Kirk Douglas. Agora, é a vez dos produtores Joshua Donen e Sam Raimi (diretor da trilogia Homem Aranha) contarem a jornada do ícone histórico na série Spartacus: Blood and Sand.
Foi filmada na Nova Zelândia, local onde Raimi trabalhou em sua produções anteriores, Hercules: The Legendary Journeys e Xena: A Princesa Guerreira, e apresenta uma estética reminiscente do filme 300.
Para tentar contornar os problemas que envolvem uma adaptação histórica, os produtores optaram por tomar liberdades para contar o enredo da série. Desta forma, a trama acompanha o soldado trácio Spartacus (Andy Whitfield) que é sentenciado à morte em uma arena após desafiar o comando de Claudius Glaber (Craig Parker, O Senhor dos Anéis). Como previsto por Spartacus (e ignorado por Glaber), a vila onde vivia o trácio é atacada por bárbaros, e não há nenhum romano ou homem por perto para defendê-la. Em um ato de rebeldia Spartacus retorna para casa e salva sua esposa da morte certa, fugindo com ela logo após, temendo a represália de Glaber. Mas esta não demora, e Spartacus é capturado e levado como escravo, mesmo destino de Sura, sua esposa, separada dele ao ser vendida a mercadores sírios. Ao ser jogado à morte na arena para a diversão da plebe, ele surpreende a todos e vence a disputa, matando quatro gladiadores, demonstrando que não irá morrer enquanto não reencontrar sua esposa. Depois do "show", Spartacus é comprado por Batiatus (John Hannah, da trilogia A Múmia), que pretende lucrar com seu novo escravo e colocando-o nos combates de arenas. No entanto, o treinador de gladiadores Doctore (Peter Mensah, 300), desaprova a idéia de ter Spartacus como um gladiador, uma vez que ele é movido pela vingança. Em vários episódios que seguem é enfatizada a força de vontade que Sura inspira em Spartacus, dando a ele forças para enfrentar os horrores a que é submetido por não querer seguir as ordens de seu novo Dominus.
Spartacus: Blood and Sand, que ainda traz Lucy Lawless (Xena) em seu elenco, promete 13 episódios repletos de ação, sangue e luxúria. Ainda promete ter cenas de sexo nunca antes produzidas na TV. Antes mesmo de sua premiere, Spartacus já mostrou que veio para ficar e para a surpresa de muitos, foi renovada para uma segunda temporada , que deverá se chamar Spartacus: Vengeance. A renovação foi anunciada recentemente e demonstra que o canal está realmente apostando alto na trama.
Andy Whitfield, a estrela de Spartacus: Blood and Sand, foi diagnosticado há alguns meses atrás com Linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que abrange mais de 20 variações de tumores, todos considerados malignos. Apesar das informações de que o ator já estava praticamente curado, foi divulgado, que Andy foi aconselhado por seus médicos a retornar imediatamente ao intensivo tratamento contra o câncer. Como resultado, ele não deverá voltar para segunda temporada de Spartacus, programada para ir ao ar em Setembro de 2011.Nenhuma decisão ainda foi tomada sobre o futuro da série. "Agora, nós só queremos estender a nossa preocupação e nosso apoio para Andy e sua família", disse Carmi Zlotnik. "Vamos reprogramar nossos planos